Nem toda epilepsia é convulsão: entenda os tipos de crise
Quando se fala em epilepsia, a imagem que vem à cabeça costuma ser sempre a mesma: alguém caindo no chão, com o corpo rígido e tremores. Essa cena existe, mas é só uma parte do que a epilepsia pode ser.
Onde a crise começa
As crises se dividem em dois grandes grupos, dependendo de onde a descarga elétrica começa no cérebro: crises focais, que começam em um ponto específico de um dos lados do cérebro; e crises generalizadas, que envolvem os dois lados desde o início.
Crises focais
Nessas, o sintoma depende da região afetada. Podem ser: formigamento que sobe por um braço, um movimento involuntário de uma parte do corpo, uma sensação de déjà vu muito forte, um medo repentino sem motivo, ou um cheiro que só a pessoa sente. Em alguns casos a pessoa fica consciente durante todo o episódio; em outros, fica "desligada" por um tempo e não se lembra depois.
Crises generalizadas
A mais conhecida é a tônico-clônica (a convulsão clássica), com queda, rigidez e depois tremores no corpo todo. Mas existem outras formas bem menos visíveis: a crise de ausência, em que a pessoa simplesmente "para" por alguns segundos com o olhar fixo; a crise miocônica, contrações musculares breves e abruptas; e a crise atônica, em que os músculos perdem a firmeza de repente e a pessoa desaba.
Por que isso importa
Identificar corretamente o tipo de crise não é só curiosidade — é o que determina qual medicamento vai funcionar. Um remédio excelente para um tipo de crise pode ser inútil, ou até piorar, outro tipo. Por isso é tão importante descrever ao médico exatamente o que acontece antes, durante e depois do episódio.

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